CAOB – “Uma história de sacrifícios e sucesso”.

COLÉGIO ARQUIDIOCESANO DE OURO BRANCO, UMA TRAJETÓRIA DE LUTA, SACRIFÍCIOS E SUCESSO

CAOB - Uma história IX

O Colégio Arquidiocesano de Ouro Branco foi idealizado por D. Oscar de Oliveira e, alguns anos depois concretizou-se essa obra graças à tenaz vontade de Dom Luciano, que designou o Pe. Vicente Lourenço Jacob como Diretor do Colégio. Uma comissão indicada pelas Comunidades Paroquiais de Ouro Branco, tendo como líder o Pe. Vicente iniciou um estudo para viabilização do Colégio. Em 1988, o então Prefeito Municipal, saudoso Fernando de Oliveira e Silva, doou para a Arquidiocese de Mariana uma área de 8.706,06 m2, situada no Bairro Pioneiros, para que ali se construísse o Colégio.

Após aprovação de Dom Luciano, em 1989, foi iniciada a construção da 1ª Etapa com 8 salas de aula, 1 sala para Professores e uma sala para Direção, Secretaria e Coordenação Pedagógica e banheiros. Com a ajuda de verba da Vale do Rio Doce e da Prefeitura Municipal, cujo Prefeito da época era o também saudoso Sílvio José Mapa, que através de Convênio repassou Subvenção para garantir o término das obras. Como contra-partida o Colégio daria bolsas de estudo para alunos oriundos das escolas Públicas de Ouro Branco.CAOB -Uma História X

Em 9 de fevereiro de 1992, o Colégio iniciou suas atividades com a Educação Infantil à 4ª série do Ensino Fundamental com um total de 31 alunos em parceria com o Sistema de Ensino Arquidiocesano de Belo Horizonte, cujo Superintendente era o Pe. Antônio Sérgio Palombo de Magalhães, com o objetivo de oferecer às famílias de baixa renda de Ouro Branco ensino de qualidade, fundamentado no evangelho de Jesus: era a realização do sonho de ter em Ouro Branco um colégio católico. Funcionando em condições precárias, todo o pátio era de terra batida e o terreno cercado com cerca de arame. Por não haver demanda de matrícula, o Colégio sobrevivia com muitas dificuldades. Nos anos de 1993 e 1994, na administração do Prefeito Fernando de Oliveira Silva, através do então Secretário de Educação Prof. Hélio Alves, a Prefeitura repassava pequena ajuda financeira ao Colégio. Mas, em 1996, com apenas 61 alunos, o Pe. Vicente tinha a intenção de encerrar as atividades do Colégio devido a dívidas com Professores e impostos e sem condições de estruturar o Colégio. Em julho de 1996, juntamente com o Diretor da E.E. João XXIII, Prof. Hélio Alves, o Pe Vicente procurou o então candidato a Prefeito de Ouro Branco, Sílvio José Mapa ao qual expôs as dificuldades do Colégio e o propósito de encerrar suas atividades no final daquele ano de 1996. Silvio Mapa pediu ao Pe Vicente que aguardasse o resultado das eleições e prometeu que, se eleito, ele faria um convênio com a Fundação Marianense de Educação e o Colégio seria parceiro da Prefeitura. Eleito Prefeito, em outubro de 1996, logo em seguida ele convocou uma reunião em sua casa, quando confirmou sua intenção de ajudar o Colégio e já, naquela reunião, tomou algumas providências. Em conformidade com o Prefeito que saía, colocou à disposição do Colégio o Prof. Hélio Alves, com larga experiência em administração escolar, para que fossem dados já os primeiros passos para a concretização da parceria. Em novembro de 1996, elaborou-se o convênio, de cujo processo participaram representantes do Colégio e a Procuradoria da Prefeitura; as cláusulas do convênio foram bem elaboradas, não deixando margem para uma velada municipalização do Colégio. Pelo convênio, a Prefeitura faria a construção das 6 salas de aula restantes, colocaria à disposição do Colégio professores da rede pública municipal e repassaria, mensalmente, uma subvenção para pagamento  dos professores e funcionários que tinham vínculo empregatício com a Fundação Marianense de Educação. Havia uma cláusula no convênio que dava total liberdade à Direção do Colégio para escolha dos profissionais. A contrapartida do Colégio era oferecer ensino gratuito aos alunos do Município. O Colégio, no final de 1996, estava com várias folhas de pagamento de seus funcionários e professores atrasadas, não recolhia os encargos sociais (INSS,FGTS, COFINS, etc) não pagava o piso salarial dos  professores estabelecido em acordos intersindicais(SINPRO/SINEP).

Dom Luciano estava sempre pedindo providências ao Pe Vicente para regularizar a situação pois a Fundação  não conseguia o Certificado de Filantropia por constar como devedora dos encargos sociais.  Foi um período muito conturbado e difícil, que quase levou ao desânimo. Em janeiro de 1997, já estava concluída a ampliação do prédio e iniciou-se ampla divulgação da abertura de matrículas para a Educação Infantil até a 8ª série do Ensino Fundamental, nessa época, o Pe. Vicente, além do Prof. Hélio, contou com a importante presença de Marcia Maria Coimbra Leão como Supervisora Pedagógica, o que trouxe grande credibilidade para o Colégio.

Para a montagem do processo de autorização do ensino de 5ª à 8ª Série, exigiam-se os Certificados de Regularidade do INSS, do FGTS e, do SINPRO (Sindicato dos Professores), exigia-se o Comprovante de que o Colégio pagava o piso salarial previsto no acordo intersindical SINPRO/SINEP e o Colégio estava totalmente irregular. Após demoradas negociações, foram feitos, em tempo recorde, os acordos de parcelamento das dívidas com o FGTS, com o INSS e, com o SINPRO. O pagamento de todas as diferenças salariais dos professores de 1992 a 1996, seria em 36 parcelas, e a regularidade a partir de 1997, importante, também, foi a ajuda dada pelo Pe. Rocha (Congonhas) que emprestou um valor para quitação de débitos junto ao INSS.

Com a regularização dos débitos, outra batalha se iniciou; o Colégio não tinha nem laboratório de Ciências nem Biblioteca. Como o tempo era pouco, conseguimos o laboratório de Ciências da EE João XXIII emprestado e o montamos em uma sala improvisada e o acervo bibliográfico foi copiado do Colégio N.S. da Piedade de Congonhas, tudo feito com o conhecimento da Inspetora Escolar da época, que confiou na Direção do Colégio que prometera adquirir todo o equipamento e o acervo até o mês de junho daquele ano. Em 1996, o Colégio tinha 61 alunos e, em janeiro de 1997 (início do convênio com a Prefeitura), foram 468 matrículas.

O ano de 1997 foi muito complicado; a Prefeitura não liberava a verba até o 5º dia útil (data limite para pagamento de salários); o Pe. Vicente e o Vice-Diretor (Prof. Hélio) ficavam de plantão, por diversas vezes, na recepção do gabinete do Prefeito para “implorar” a liberação da subvenção prevista no convênio. Mesmo assim, no decorrer daquele ano, os pagamentos dos funcionários da Fundação foram colocados em dia, bem como os parcelamentos (INSS,FGTS e SINPRO). Devido aos atrasos na liberação da verba da Prefeitura e com o crescimento das despesas, a Direção do Colégio solicitou ao Prefeito que autorizasse a cobrança de um valor mensal aos alunos, em forma de contribuição para investir na rede física do Colégio por exigência legal, (área para Ed. Física, que era feita na rua e pátio para recreação cimentado) além da necessidade de montar o laboratório e a biblioteca. Depois de muitas reuniões e vencida a resistência do Prefeito, houve o acordo.

O Colégio crescia em credibilidade e os pais pediram a criação do Ensino Médio. No final de 1997, a Direção do Colégio ousou mais uma vez e propôs ao Sistema de Ensino Arquidiocesano, a criação do Ensino Médio. E assim, implantou-se o Ensino Médio de forma gradativa. Em 1998, o 1º ano, e, 1999, o 1º e o 2º anos e, em 2000, o 1º, 2 º e o 3º anos. Nesse tempo, o Colégio já contava com o laboratório de Ciências Físicas e Biológicas e com a Biblioteca, montada através de uma campanha junto aos pais que doaram vários livros. Em 1999, com a crescente procura por vagas e a necessidade de qualificar a rede física, iniciou-se a construção da primeira quadra poliesportiva e, em 2000, teve início a construção da quadra poliesportiva coberta. Também, nesse ano, o Colégio adquiriu, por doação da AÇOMINAS, um galpão de Madeira, onde funcionou a Educação Infantil, a cantina e a biblioteca. Em 2003, foram construídas as salas das Coordenações, da Vice-Direção, o laboratório de Informática e um salão para reuniões. Em 2004, foi construído o Anexo onde funcionam o Maternal, a Educação Infantil, salas da direção, da Tesouraria, a Secretaria, a recepção com a central telefônica, bem com um bonito pátio interno. As salas do Maternal possuem banheiros masculinos e femininos  privativos para as crianças.

 

Escola IIFoi adquirido em 2004, da Açominas, com a ajuda de Dom Luciano, que conseguiu que o terreno fosse pago em 36 parcelas, uma área de 3.506,82 m2 em frente ao Colégio, que hoje é usada como estacionamento.

É bom ressaltar que, paraessas obras, o Colégio não dispunha de recursos suficientes, pois além delas haviam várias outras obrigações a serem cumpridas, mas a fé e a coragem impulsionaram seus dirigentes e o sonho foi se tornando realidade, graças à criatividade de cada um e o apoio de pessoas que confiavam no trabalho que estava sendo realizado no Colégio em prol das famílias de Ouro Branco. A partir de 2001, a direção do Colégio deu início ao processo de, aos poucos, se tornar independente da Prefeitura; houve um trabalho de conscientização dos pais e, gradativamente, as mensalidades foram sendo reajustadas até que em 2003, na administração do Prefeito Hélio Campos, houve um aditivo ao convênio pelo qual os alunos passaram a receber R$10,00 mensais e todos os professores, que eram cedidos pela Prefeitura, foram contratados pelo Colégio. Com o término do mandato do Prefeito Hélio Campos, foram cortados todos os convênios e o Colégio seguiu seu caminho sem  ajudas externas, mesmo com valores de anuidades abaixo daquilo que seria necessário para cumprir com todas as obrigações, bem como para continuar investindo na estrutura e no pessoal para fazer frente à concorrência e aos imprevistos. Daí o fato de que as mensalidades do Colégio Arquidiocesano de Ouro Branco tenham valores inferiores àqueles praticados por escolas do mesmo porte de toda Região.

Ao longo desses anos, o Colégio vem se destacando no cenário educacional, com o ingresso de seus alunos tanto nas universidades  públicas quanto nas privadas. Também, no esporte, o Colégio sempre se destaca, tendo disputado as finais de campeonatos estaduais de estudantes nas categorias de futsal, vôlei e handball. O Projeto Esporte Lazer e Cultura – PROEEC merece destaque, que oferece futsal, vôlei, balé, pintura, aulas de violão, ginástica rítmica além dos diversos descontos oferecidos a famílias cuja renda familiar não é suficiente para arcar com todas as despesas.

CAOB - Uma história.....I

Um dos fatores que atestam a credibilidade do Colégio é o crescimento do número de alunos matriculados ao longo destes anos. Em 2006, foi criado o Curso Técnico em Química; em 2008 o Curso Técnico em Mineração. Hoje esses cursos funcionam em parceria com o Estado, através do PEP.

Em 2010, foram realizadas várias obras, sendo ampliação das janelas das salas de aula, pátio coberto para recreação e, em 2011, foi construída rampa de acesso para o 2º pavimento, bem como a reforma e adaptação dos banheiros dos alunos para deficientes físicos. Também, em 2010, nossos alunos ficaram em 1º Colocados no ENEM na cidade e 3° colocados na região.

Em 2011, conseguimos renovar contrato com o Governo do Estado para 35 vagas no curso Técnico em Mineração e estamos por aprovar os cursos de Segurança do Trabalho, Administração e Meio Ambiente, cujas aulas poderão começar em fevereiro de 2012.

Muitos são os desafios que o Colégio deverá enfrentar daqui para frente, desde a preocupação com a queda crescente de alunos verificada nos últimos dois anos, até a adequação na distribuição das bolsas de estudos, conforme determina a Lei, bem como a concorrência que está cada vez maior. A nova Direção do Colégio deverá ter muita presença e dedicação para a continuidade dessa história de sucesso.

A EVOLUÇÃO DO ESPAÇO FÍSICO

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O CAOB HOJE

O Colégio Arquidiocesano continua com a missão de Educar na Fé Cristã, seguindo o ideal de formação de jovens para o futuro e colocando em prática dia após dia o sonho do nosso Primeiro Diretor Padre Vicente Lourenço Jacob.

É importante lembrar que muitas foram as pessoas que passaram pelo Colégio e que contribuíram para que ele chegasse ao ponto que está hoje, e muitas são aquelas que ainda ajudam o Colégio a prestarem os serviços de Educação tão importantes para a comunidade de Ouro Branco.